NOTA DE ESCLARECIMENTO

Nota-da-Funai pngA Fundação Nacional do Índio (Funai) vem a público prestar esclarecimentos sobre a matéria publicada pelo jornal O Globo no último domingo (28), com o título "A Funai não tem o direito de leiloar as minhas fotos", contendo entrevista com o fotógrafo Sebastião Salgado.

 

Inicialmente, cumpre esclarecer que em nenhum momento as 15 obras do artista foram anunciadas para leilão no site da Funai. Embora sob domínio da fundação, as fotografias não fazem parte do patrimônio do órgão, uma vez que o seu processo de doação não foi finalizado.

 

A Funai comunicou ao fotógrafo a impossibilidade de permanecer com o acervo devido a obstáculos de gestão patrimonial, referentes à guarda e tratamento adequado das peças. Na ocasião, a fundação sugeriu que, após a devolução, os quadros fossem leiloados pelo artista, e o valor arrecado, utilizado em favor dos povos indígenas no contexto da pandemia da covid-19.

 

A Funai reforça que não houve conflito ou antagonismo de ideias, mas sim a intenção de sair da esfera do mero discurso para somar, de fato, esforços e ampliar as medidas que já vem sendo tomadas pelo governo brasileiro em benefício dos povos indígenas. Até o momento, o fotógrafo não se manifestou diretamente à Funai sobre a sugestão. As obras estão disponíveis na sede da fundação, em Brasília, para retirada.

 

Diferente do que diz Sebastião Salgado, a Funai tem realizado inúmeras ações de combate ao novo coronavírus, em parceria com órgãos como o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e a Companhia Nacional de Alimentos (Conab). O investimento da fundação deve alcançar R$ 40,1 milhões para as ações, dos quais R$ 22,7 milhões já foram aplicados.

 

Desde o início da pandemia, a Funai distribuiu cerca de 215 mil cestas básicas a famílias indígenas em situação de vulnerabilidade social, sendo que a expectativa é alcançar a marca de 500 mil cestas entregues em todas as regiões do país nas próximas semanas.

 

A Funai apoia também a realização de 193 barreiras sanitárias para impedir a entrada de não indígenas nas aldeias. Os servidores envolvidos nas ações receberam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como máscaras descartáveis, luvas, toucas e óculos. Ao todo, foram enviados mais de 200 mil itens de proteção para as equipes.

 

Além disso, com o objetivo de minimizar os impactos da pandemia, o governo federal lançou o Plano de Contingência para Pessoas Vulneráveis, que prevê o investimento de R$ 4,7 bilhões para povos e comunidades tradicionais.

 

 

Assessoria de Comunicação / Funai

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