Funai promove expedição para proteção e monitoramento de indígenas isolados

 

Expedição de Proteção e Monitoramento dos Indígenas Isolados Korubo do Rio Coari

 

WhatsApp Image 2019-03-07 at 09.07.56Como desdobramento do contato, o Grupo do Xuxu e da Maluxim (2015) decide viver junto aos seus parentes próximos, mãe, avó e bisavó, do Grupo da Mayá (1996) e do Grupo Marubão (2014) nas aldeias do baixo rio Ituí.

 

Considerando o histórico de conflitos existente entre esses dois povos e, ainda, que os Korubo Isolados do Coari desconhecem o que houve com a parte dissidente de seu grupo - o Grupo do Xuxu e da Maluxim (2015) - os Matis passam a dialogar com a Funai, advertindo que podem ocorrer conflitos mais graves.

 

Por outro lado, o Grupo do contato de 2015 tem manifestado o desejo de reencontrar seus parentes e também reafirmado a importância de deixá-los cientes de que estão bem e com saúde.

 

Em razão do diálogo com a parte dos Korubo do Coari contatada em 2015 e também com o amadurecimento do debate após várias reuniões com o povo Matis, somado à evidência dos Korubo Isolados do Coari se aproximarem cada vez mais da aldeia Torowak, mostrou-se necessária a Expedição de Proteção e Monitoramento dos Indígenas Isolados Korubo do Rio Coari.

 

Assim, a expedição tem como objetivo proporcionar o reencontro entre parentes e evitar uma possível tensão na relação entre esse grupo de isolados e os Matis da aldeia Torowak. O contato de outras etnias será evitado. Para isso, a equipe segue até parte da região do rio Coari a partir da Base de Proteção Etnoambiental Ituí-Itacoaí (BAPE Ituí-Itaquaí) com o Grupo do contato de 2015, e em seguida permite que façam o deslocamento que desejarem. Contudo, permanece a postos com uma equipe de saúde da Sesai.

 

Essa equipe de apoio está orientada a colocar em execução um Plano de Contingência, de acordo com portaria conjunta publicada em dezembro de 2018 para situações de contato, que tem como objetivo organizar a atuação dos profissionais da saúde e da Funai, caso se faça necessário. Os protocolos para garantir a segurança e saúde dos povos indígenas respeitam seus direitos reconhecidos pelos artigos nº 231 e nº 232 da Constituição Federal de 1988, bem como tratados e convenções internacionais dos quais o Brasil é signatário, como é o caso da Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho sobre povos indígenas e tribais em países independentes.

 

O Plano de Contingência tem como referência as experiências anteriores da Funai e da Sesai, sobretudo em práticas e modelos que garantiram o êxito de ações de quebra de isolamento na região.

 

 

Ataques à Base de Proteção Etnoambiental do Rio Ituí

 

WhatsApp Image 2019-03-07 at 09.31.05Junto à Expedição de Proteção e Monitoramento dos Indígenas Isolados do Rio Coari, a Funai articula ação para proteção da Base de Proteção Etnoambiental do Rio Ituí – BAPE Ituí, que, apenas no último ano, sofreu quatro ataques por parte de madeireiros e pescadores – o mais recente ocorreu em 22 de dezembro de 2018. Assim, é fundamental o apoio da Polícia Federal, da Secretaria de Segurança Pública do estado do Amazonas e do Exército Brasileiro, que atuarão na retaguarda da expedição, garantindo a segurança da BAPE Ituí durante a ação.

 

Cleuber Amaro com informações da CGIIRC

ASCOM/FUNAI

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