Documentário sobre Mário Juruna, único deputado indígena da história do Brasil, será exibido na Câmara no dia 16

Fonte: Câmara dos Deputados


O documentário "Juruna – o Espírito da Floresta", do diretor Armando Lacerda, será exibido em sessão aberta ao público nesta quinta-feira, dia 16 de julho, às 9h, no Auditório Freitas Nobre da Câmara dos Deputados, em homenagem ao ex-deputado federal Mário Juruna (PDT-RJ), o primeiro e único deputado índio da história do Brasil. Após a exibição do filme, será realizado debate com o diretor e o elenco do filme. Entre os participantes do debate e que atuam no filme estão, entre outros, Diogo Amhó Juruna e Vitória Pedzone Juruna, filhos de Juruna; além do cacique Raoni Metuktire.

 

"Juruna, o Espírito da Floresta" é um documentário de longa metragem (86min.) que revela o aspecto vigoroso das relações dos índios Xavante com a sociedade brasileira. "É de fundamental importância produzir e levar ao grande público, através do cinema, a história de Mário Juruna, não exatamente pela valorização de um personagem de destaque na história política do Brasil, mas pela necessidade de dar conhecimento sobre as diferenças que ainda estigmatizam os povo indígenas do chamado Povo Brasileiro", diz o diretor e produtor Armando Lacerda.

O filme conta a trajetória do cacique ex-Deputado Federal Mário Juruna, eleito pelo Estado do Rio de Janeiro, em novembro de 1982, durante a marcha da oposição ao regime militar. O filme de Armando Lacerda propõe-se a resgatar, para as novas e futuras gerações, a história de Mário Juruna, a partir de sua biografia, apresentada pelo filho primogênito – Diogo Amhó – que busca os parentes e por meio deles obtém a memória do pai e a trama de sua história no complexo mundo dos povos indígenas.

Jornalista e cineasta pela Universidade de Brasília, Armando Lacerda dirigiu mais de uma quinzena de documentários, entre eles o premiado ' A Guerra do Contestado ' (direção e produção, 1999, para a TV Câmara; Prêmio Campânula de Prata do 8º Festival do Cinema Ambiental de Seia, Portugal) e o curta-metragem ' Cora Doce Coralina ' (1981), co-direção com Vicente Fonseca, único registro cinematográfico da poetisa goiana.